Me Afino em Acordes Alterados
Zelia

Duncan
"Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual porque, sinceramente, sou diferente." (Clarice Lispector)
Sou como você me vê.
(...)Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante (...)
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar.(...)" Clarice Lispector

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ob Servando e Ab Sorvendo o que a Vida me Mostra


 1a Foto e que Ana o esta de uniforme foi tirada no Hospital/
a Foto pequena de cima foi a surpresa que Ana e o Avô me 
fizeram e a foto de baixo já foi no dia seguinte quando 
Alice  chegou do Hospital no dia seguinte. 


Eram dias difíceis aqueles que nossa família passava.
A Pequena Alice de menos de quatro meses estava sofrendo de algum mal e
os médicos por mais esforçados que parecessem não chegavam ha um diagnóstico. A pequena nem parecia adoentada, pois sorria para todos, não negava o peito da mãe em momento algum. 
Eu havia recebido um vídeo com a sugestão de ouvi-lo sozinha enquanto pensasse na melhora da pequena. Todavia não tive tempo para faze-lo e quando minha escala no hospital chegou, sugeri á Mãe da  pequena que fosse em casa,  meu intuito era para permitir a ela arejar a cabeça fora do hospital, mais de vinte dias já se haviam passado.




Sozinha com a pequena,  coloquei o vídeo no celular, abracei a pequena e enquanto juntas ouvíamos eu pedi a Deus que esse tempo ruim fosse embora. Já bastava de tantos furos para exames de sangue... Quando a Mãe voltou eu retornei à casa, confesso estar bem triste com a ausência de um diagnóstico. Meu esposo levou a pequena Ana para ficar um pouco com o Pai,
a Mãe e a Irmã no hospital. Os pais iam fazer de surpresa para Ana um lanche especial. Eu sozinha em casa pude me entregar as lágrimas e ao cansaço. Avisei ao Al que ao voltar com Ana para casa avisasse a ela que a Vovó não estava muito bem. Foi de cortar o coração ouvi-los chegando e a pequena Ana soluçando e dizendo- quero minha mãe , meu pai e minha irmã de volta em casa, a gente é tão feliz junto. E soluçava. Eu de olhos fechados estava e assim fiquei.
A casa ficou em silencio por um tempo. Depois eu ouvi um psiu Vô, fica quieto. Em seguida as luzes se apagaram e o Al e a pequena Ana entraram no quarto com a palavra: Surpresa Vovó!!!!
O que aconteceu?
Ana sabendo que a Avó não estava bem, deixou de lado a própria tristeza e levou o Avô até a cozinha e lá prepararam uma bandeja bem bonita e vieram lançar junto com a Vovó.
Confesso que foi complicado não abrir a boca e chorar a valer, tamanha minha emoção com o cuidado a mim direcionado.
E o melhor disso tudo foi que no dia seguinte quando não havia previsão alguma, a Pequena Alice recebeu alta voltando para casa alegrando assim os nosso corações.
Agradeço de coração ao amigo que me enviou o vídeo; pois ele me deu a oportunidade de pedir a Deus o que ainda não havia pedido e Agradeço a Ana Clara por abrir mão de sua saudade para alegrar a essa mulher Avó Poeta que literalmente desmontaria se não fosse esse conjunto de afeto.
Observei ser tudo muito frágil nessa vida e Absorvi o quanto o amor pode renovar a força de quem que que seja, até as minhas.
catiahoAlc/ReflexodAlma
1909017 /TI

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Observando e Ab Sorvendo que Faz tempo...



Faz tempo que a tristeza não consegue
Os braços me dar
Mas hoje eu não resistir e eu mesma
Pra ela meus braços estendi
Não é falta de felicidade
Ou de contentamente
É só tristeza mesmo
De repente um gesto
Um conjunto de atitudes
Jogam por terra
Todo tipo de palavras
Que tente enganar
Eu não quero deixar de experimentar
Essa danada tristeza
Parece que ela era minha roupa
Minha maquiagem 
Que a realidade me fazia entorpecer
Ah  sua tristeza danada
Eu quero senti-la até o ultimo gotejar
Pois como acontece com alguns animais
Você será a casca que estou trocando
E quando de pele nova eu estiver
Dessa tristeza de hoje
Eu nunca por toda minha voda
Enquanto memoria eu tiver
Dela eu não quero e
Prometo não vou
Esquecer
CatiahoAlc./ReflexodAlma/TI
04 de setembro de 2017 18:20h

Fazia tempo que eu não corria. 
Na verdade desde novembro de 2016 eu parei todo tipo de atividade esportiva.
A família passava por tempos de gente nova chegando e gente da casa partindo.
E eu não consigo me dedicar a prática esportiva se não me sinto 100% livre.
Houve um tempo, lá no meu passado de quase dez anos anteriores eu corria todos os dias,
 as vezes duas vezes por dia para queimar meus sentimentos ruins que chamo de química ruim.
Talvez hoje eu tenha tomado coragem e corri para assimilar minha tristeza e minha decepção.
Fez bem ao meu corpo e fez mais bem ainda a minha mente.
A tristeza como a poesia diz não é ausência de contentamento ou de felicidade.
Eu apenas estou triste triste...
E não quero que ela passe enquanto não for totalmente assimilada e sentida na sua essência.
O que me preocupava antigamente era se triste eu não cantava, não escrevia, não criava, só chorava.
Nesse tempo chamado hoje acontece o contrario a tristeza me revela uma decepção clara e não me tira a inspiração, pelo contrário: a acende e provoca.
Finalmente será eu depois de Ob-servar a vida estou pronta para Ab-sorvê-la?
Catiaho Alc. em segunda feira, quatro de setembro de 2017, Pasargada


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Observando e Absorvendo a Natureza

 Um sopro

um toque,
        um beijo e depois
                          só desejo...

Catiaho Reflexo d'Alma

Observando e Absorvendo

Poesia é só poesia palavras que tocam

Poesia não deve ser lida como bula
Onde se lê apenas em busca-se orientação
Nem como jornal onde notícia deseja-se ver
Poesia só é poesia
Palavras que tocam
Ou não alma de quem escreve e depois de quem lê
Poesia não é quebra cabeça
Muito menos enigma ou lógica matemática
Também não é jogo de xadrez
Mas poesia ao contrario do que pensam
Também não é um jogo de palavras
Onde alguém perde ou ganha ao ler
Poesia é alma aberta
Desnuda
Descortinada
Sobre o papel
Sobre a página.
Mas sempre alma desnudada
Tanto de quem escreve
Quanto de quem a lê
Poesia é
Acontece
Mostra-se
Se deixa ler
Enquanto sem perceber
Somos lidos
Poesia não é mensagem
Nem recado
Nem lição
Poesia é encanto arrebatamento
Nota silenciosa de uma canção
Que apenas como num espelho
Revela-se
Para quem a lê...
CatiahoAlc./ Reflexo d’Alma 
entre sonhos e delírios

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Observo e Absorvo a Vida porque Amo a Vida que Tenho.

 
Outro dia estava num estado de inquietação que me incomodava.
   Nada parecia faltar...
   Na verdade só parecia... eu não estava compondo, nem lendo.
   Apenas trabalhava e trabalhava.
   Assim que entendi o que me faltava desandei a compor, alegria
voltou de imediato, o ânimo pra trabalhar  foi até renovado.
   Não faltar nada pode ser apenas uma aparência  que nos engana.
   Voltando a compor,  dei um jeito de voltar a ler, organizei minha
casa e minha vida, isso tudo porque observei que não estava absorvendo
o bom e o belo da vida; que é o que de fato me trás alegria.
Catiaho Alc./Reflexo d'Alma

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Uma de minhas alegrias nesse sábado será ver meu caçula com a bandeira do Japão, a partir das 14 hs na Band, abertura da Copa das Confederações em Brasilia antes de Brasil x Japão!

Sempre  deixei claro que aqui nesse blog não observo regras ou convenções.
Posto o que desejar sem pensar se haverá críticas positivas ou negativas.
Por aqui sou somente  a pessoa, a mulher que  vive num mundo real e que não se prende as responsabilidades ou  pressões.
na postagem anterior  citei que depois dum tempo 'muito dificil' eu posso  respirar aliviada e sem temor interno.
Também frisei que decidi não pegar novos trabalhos, fechar os atuais e dar conta
dos contratos.
Vejam queridos que me lêem aqui, pertenço a uma família de artistas: teatro, circo, musica e eu sou a única envolvida com a palavra escrita.  
Sou uma editora que trabalha com novos autores, essa é minha opção.
Artistas escolhem o tempo de trabalho, na verdade amamos o que fazemos e uma verdade absoluta é que a festa e lazer dos outros é nosso trabalho.
Deixei o trabalho com a família(diretora artística e diretora de produção) para me dedicar somente a escrita e a carreira de editora. 
Não me canso quando trabalho, sou imensamente feliz com a vida que tenho. Moro perto do Mar que amo, corro na orla durante a semana, mergulho logo cedo.
No momento trabalho assessorando uma grande artista plastica representante da arte Naif no Brasil e fora.
Me preparo para publicar quatro novos autores e dois livros de concursos de contos.
E amanhã (sábado 16 de junho) terei grande alegria: meu caçula de 25 anos, que estará na abertura da Copa  das Confederações, é responsável pela bandeira do Japão, espero que meu coração
aguente a emoção e que vocês curtam a festa: 14 horas na TV Bandeirantes.
Só faltava conseguir estar nesse sábado no RJ com amigos mais chegados que irmãos, mas infelizmente as finanças parcas  não permitem que saiamos de Pasargada nesse momento.
Então
Feliz sábado pra todos nós
entre sonhos e delírios
Catiaho Alc.



terça-feira, 11 de junho de 2013

Paz dentro e fora é bom demais


      Hoje é um daqueles  que não tenho vontade de nada, a não ser de sentar e ver o mar, sentir  a brisa e simplesmente viver cada novo momento sem esforço algum...

Passei por tempos muito difíceis recentemente, aguentando tudo no peito, firme sem queixas ou medos.
    Agora que parece que tudo serenou e o cansaço é eminente.
   Olho para todo os livros publicados e sinto uma realização plena e assim descanso de uma forma especial...
    Estou em paz, extraordinariamente em paz.
   O único problema é que tenho muito trabalho para arrematar e fechar e que me ocupam as horas todas de dias.
    Quero parar e parar e apenas viver...
   Boa demais essa sensação e é exatamente o que vou fazer:  fechar todos os trabalhos em processo, terminar um a um, cumprir cada compromisso com prazer, mas com vontade de estar livre de ter que trabalhar e conta dar de qualquer coisa que não seja minha vontade de olhar pro mar e pro céu alimentar as lembranças boa e sentir a brisa, pensando na boa vida que construí e que Deus me permite viver junto aos que amo
pensar nos que amo e que  tenho alegria ver de vez em vez e 
juntos estarmos sem compromisso que não o viver bem.
    Tenho 50 anos de muito trabalho, muita lida e é extraordinariamente bom me sinto nesse momento.
Viver é bom demais.


sábado, 25 de maio de 2013

Estou cansada do hoje;
preciso urgentemente viver 
o amanhã.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Tentando Observar pra melhor Ab Sorver


Estou conseguindo sair do charco que me deixei ficar por uns tempo.
Só não fiz isso antes porque não percebia o quanto presa estava.
Fiz questão de me manter livre e longe de sentimentos por muito tempo,
depois  aos poucos fui ainda  que libre  abrindo  minha guarda até que  meu coração
tolo, ingênuo desapercebeu-se de todo e novamente  envolta  em esperanças no outro, nos
outros, pude  notar-me de todo.
Levou um bom tempo, mas como quem acorda de um pesadelo, crendo ser real,
acordei.
De um pulo, pus-me de pé e em guarda e aqui estou.
Uma vez de pé,
pude perceber o quanto e inerte estava já fazia algum tempo.
Água fria  na cara e pés no caminho...
Foi então que entendi que nada além do comum me acontecia,
seria fácil se eu comum fosse.
Não que seja mais ou menos, melhor ou pior que  todos os outros seres Hu manos
 que como
habitam o planeta; na verdade sou exatamente igual,
porém não vivo meus dias de forma normal... como quem caminha  cega e mecanicamente
para receber um dia o abraço da Morte.

Quase esqueci que o Amor Meu e os que me amam e respeitam, só pararam pra prestar atenção
em mim
porque sou a que nasci pra Ser.

A diferença é que sei viver um dia de cada vez e Observo cada instante
para melhor Absorver e Sorver o que a Vida tem pra quem vive
entre sonhos e delírios
e eu
vIvO!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Observando e Absorvendo




Nesse canto sem preocupação com as regras, gritar venho nessa noite que a lua no céu reina,
grito e me expresso com toda força de meu ser.
Sem drama ou  sem receio de julgamentos, posso  então expressar como percebo tudo ao meu redor...
Observo-me de braços e pernas atados, meus olhos  foram deixados  descobertos
para que veja tudo acontecendo, porém minha boca  esta  vedada.
Vejo e sinto os  pés que me levavam pra onde meu desejo rumasse, pra longe ou pra perto,
 presos ao chão onde podem me controlar.
Minhas mãos já enriquecidas tem os dedos  totalmente inertes sem a liberdade do toque ou ao escrever
que me é liberdade irrestrita
Minha boca, esta coitada, já faz tempo que só diz o que aceitam ouvir.
Sinto cansaso de tanto me esforçar para dentro de algum padrão aceita ser.
Na verdade não tenho padrão, não sigo regras e viro as costas para todo
e qualquer bom senso.
Outro dia percebi que quase me perdendo estava...
Busquei características que fizeram de mim quem sou e que reafirma a que nasci pra ser,
 juro vontade de gritar tive,
pois no conformismo da vontade alheia
quase mergulhada toda
me percebi. Em tempo
arranco as amarras, solto braços e pernas,
descubro a boca e junto arranco a roupa que
cobre minha pele.
Nua, esta sou a que me apresento
nesse escrito em forma de grito.
Livre Sou e Livre  sigo meu caminho
entre sonhos e delírios
Observando e
Ab
sor
vendo.
Catiaho Reflexo d'Alma 
segunda 23 julho 012 2145

Meu Livro Novo!Informações pelo email;catiaho@hotmail.com

Meu Livro Novo!Informações pelo email;catiaho@hotmail.com

reciprocidade

Você que vai, foi ou está no consultório
médico. Você que ri e chora tendo vez
que chora mais do que pode sorrir tem
mais é que vencer a força do tempo que
age sobre todas as coisas e se possível
transformar o imutável.
Um minuto de felicidade deverá ser
transformado ou entendido como uma
vida inteira de alegria e, se acaso o
pranto lhe chegar aos olhos, entenda-o
como chuva de verão que vem, molha um
pouco, eu sei, mas não perdura. Vem,
tempera a terra e vai embora.
Este momento em que você, ansiosa,
espera pelo diagnóstico do seu médico
não é pior do que um vento que sopra a
sua saia, desalinha os seus cabelos, beija o
seu rosto e segue em frente.
Não admita a ideia do sofrimento
antecipado ou, mesmo que doa à beça, não
sofra porque o hoje, mais cedo ou mais
tarde ficará no esquecimento do passado.
Ria, portanto, sofra se não morrer, mas não
chore porque a vida é bela e o mal não faz
sentido.

silvioafonso.

2209010