Me Afino em Acordes Alterados
Zelia

Duncan
"Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual porque, sinceramente, sou diferente." (Clarice Lispector)
Sou como você me vê.
(...)Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante (...)
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar.(...)" Clarice Lispector

terça-feira, 24 de julho de 2012

Nesse canto sem preocupação com as regras, gritar venho nessa noite que a lua no céu reina,
grito e me expresso com toda força de meu ser.
Sem drama ou  sem receio de julgamentos, posso  então expressar como percebo tudo ao meu redor...
Observo-me de braços e pernas atados, meus olhos  foram deixados  descobertos
para que veja tudo acontecendo, porém minha boca  esta  vedada.
me vejo pés que me levavam pra onde meu desejo ruma, pra longe ou pra perto,
vejo-os  presos ao chão onde podem me controlar.
Minhas mãos já enriquecidas temos dedos  totalmente inertes sem a liberdade do toque ou ao escrever
que me é liberdade irrestrita
Minha boca, esta coitada, já faz tempo que só diz o que aceitam ouvir.
Cansada me sinto de tanto me esforçar para dentro de algum padrão aceitar ser.
Na verdade não tenho padrão, não sigo regras e viro as costa para todo
e qualquer bom senso.
Outro dia percebi que quase me perdendo estava...
Busquei características que fizeram de mim quem sou e que reafirma a que nasci pra ser,
 juro vontade de gritar tive,
pois no conformismo da vontade alheia
quase mergulhada toda
me percebi, em tempo
arranco as amarras, solto braços e pernas,
descubro a boca e junto arranco a roupa que
cobre minha pele.
Nua, esta sou a que me apresento
nesse escrito em forma de grito.
Livre Sou e Livre  sigo meu caminho
entre sonhos e delírios
Observando e
Ab
sor
vendo.
Catiaho Reflexo d'Alma 
segunda 23 julho 012 2145

Meu Livro Novo!Informações pelo email;catiaho@hotmail.com

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reciprocidade

Você que vai, foi ou está no consultório
médico. Você que ri e chora tendo vez
que chora mais do que pode sorrir tem
mais é que vencer a força do tempo que
age sobre todas as coisas e se possível
transformar o imutável.
Um minuto de felicidade deverá ser
transformado ou entendido como uma
vida inteira de alegria e, se acaso o
pranto lhe chegar aos olhos, entenda-o
como chuva de verão que vem, molha um
pouco, eu sei, mas não perdura. Vem,
tempera a terra e vai embora.
Este momento em que você, ansiosa,
espera pelo diagnóstico do seu médico
não é pior do que um vento que sopra a
sua saia, desalinha os seus cabelos, beija o
seu rosto e segue em frente.
Não admita a ideia do sofrimento
antecipado ou, mesmo que doa à beça, não
sofra porque o hoje, mais cedo ou mais
tarde ficará no esquecimento do passado.
Ria, portanto, sofra se não morrer, mas não
chore porque a vida é bela e o mal não faz
sentido.

silvioafonso.

2209010