Me Afino em Acordes Alterados
Zelia

Duncan
"Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual porque, sinceramente, sou diferente." (Clarice Lispector)
Sou como você me vê.
(...)Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante (...)
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar.(...)" Clarice Lispector

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

POST PARTE 1 : Vamos chorar nossos mortos,mas...(essa postagem por tratar de um assunto intenso e denso segue ao longo dia em várias postagens aqui mesmo nesse blog,não se zanguem antes do ultimo post.Mas observem que é só minha visão que compartilho e entendo que cada um de nós tem a sua...ainda bem.)

Sim,vamos chorar nossos mortos, mas por motivos pelo menos justificáveis.
Como por saudade, ou fala de seus sorrisos bem diante dos nossos  olhos.
Algo que certamente  nunca mais acontecerá depois que forem de nós de fato.
Posso citar outros muitos exemplos, mas não quero esse foco para essa postage.
Quero sim, ao inverso disso somente lembrar que chorar por motivos errados é um tremendo desgaste em todas as formas.
Como por exemplo, chorar nossos mortos por culpas,remorsos ou cobranças do que não lhes proporcionamos é algo inútil,feio e injustificavel.
Algo meio platonico,pois nada muda o passado, já é história,fato consumado.
Parece frio de minha parte e a pergunta que engasgados  sei que me fazem é:
-Mas é você Catiaho? Você não chora seus mortos?
Respondo...
-Choro.Choro e chorarei enquanto viver.
Mas não choro em dia marcado.Dia onde todas as atenções são postas nesse ponto, onde as flores e as velas custam caro,só porque o foco é dia,não os mortos.
Choro meus mortos todos os dias ,não somente em lágrimas,mas também muita mais em meus silêncios...(POSTAGEM SEGUE)

Meu Livro Novo!Informações pelo email;catiaho@hotmail.com

Meu Livro Novo!Informações pelo email;catiaho@hotmail.com

reciprocidade

Você que vai, foi ou está no consultório
médico. Você que ri e chora tendo vez
que chora mais do que pode sorrir tem
mais é que vencer a força do tempo que
age sobre todas as coisas e se possível
transformar o imutável.
Um minuto de felicidade deverá ser
transformado ou entendido como uma
vida inteira de alegria e, se acaso o
pranto lhe chegar aos olhos, entenda-o
como chuva de verão que vem, molha um
pouco, eu sei, mas não perdura. Vem,
tempera a terra e vai embora.
Este momento em que você, ansiosa,
espera pelo diagnóstico do seu médico
não é pior do que um vento que sopra a
sua saia, desalinha os seus cabelos, beija o
seu rosto e segue em frente.
Não admita a ideia do sofrimento
antecipado ou, mesmo que doa à beça, não
sofra porque o hoje, mais cedo ou mais
tarde ficará no esquecimento do passado.
Ria, portanto, sofra se não morrer, mas não
chore porque a vida é bela e o mal não faz
sentido.

silvioafonso.

2209010