Me Afino em Acordes Alterados
Zelia

Duncan
"Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual porque, sinceramente, sou diferente." (Clarice Lispector)
Sou como você me vê.
(...)Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante (...)
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar.(...)" Clarice Lispector

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Choro meu mortos SIM... POST PARTE 2

Choro meus mortos todos os dias,não somente em lágrimas , só que muito mais em meus silêncios.
Choro meu pai que rude, sem religião me ensinou a respeitar o próximo.
Me ensinou também a agradecer  quando me levanto e quando me deito, também quando faço minhas refeições.
Aprendi com ele sem nunca ter sido obrigada a rezar.mas o vi fazer á mesa individualmente, ele somente fazia.
Ao levantar ou deitar  dizia com franqueza de alma:com Deus me deito, com Deus me levanto, com graça de Deus e do divino  Espírito Santo.
Hoje sei que me tornei temente a Deus,não por exercer uma religião, mas sim porque um homem  rude me deu lições  básicas apenas vivendo.
Choro por ele, que depois que em casei,ia me ver todos os meses, dia 05 lá estava ele dobrando a esquina da minha rua.
Nunca me deu presentes em criança, mas nesse tempo depois de casada, vinha em casa e trazia meu pacote de doces:1 geleia de 3 cores,1 mariola,um doce  de leite de 2 cores,1 doce de amendoim e uma pipoca doce.
Lembro que esteve em minha casa em Niteroi, ele morava na serra em Teresopolis, veio de la para ver ver e se despedir, volto pra serra a noite, na terça já estava em coma, no domingo eu subia a serra para enterra-lo.Eu menina ainda, um filho à mão e outro no ventre com 6 meses de gestação...
Choro por esse homem simples, mineiro de voz calma, que me ensinou tanto o que fazer quanto o que não fazer, choro  a saudade que não tem fim, fecho os olhos e  o vejo...me vendo hoje.
(POST SEGUE AINDA)

Meu Livro Novo!Informações pelo email;catiaho@hotmail.com

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reciprocidade

Você que vai, foi ou está no consultório
médico. Você que ri e chora tendo vez
que chora mais do que pode sorrir tem
mais é que vencer a força do tempo que
age sobre todas as coisas e se possível
transformar o imutável.
Um minuto de felicidade deverá ser
transformado ou entendido como uma
vida inteira de alegria e, se acaso o
pranto lhe chegar aos olhos, entenda-o
como chuva de verão que vem, molha um
pouco, eu sei, mas não perdura. Vem,
tempera a terra e vai embora.
Este momento em que você, ansiosa,
espera pelo diagnóstico do seu médico
não é pior do que um vento que sopra a
sua saia, desalinha os seus cabelos, beija o
seu rosto e segue em frente.
Não admita a ideia do sofrimento
antecipado ou, mesmo que doa à beça, não
sofra porque o hoje, mais cedo ou mais
tarde ficará no esquecimento do passado.
Ria, portanto, sofra se não morrer, mas não
chore porque a vida é bela e o mal não faz
sentido.

silvioafonso.

2209010