Me Afino em Acordes Alterados
Zelia

Duncan
"Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual porque, sinceramente, sou diferente." (Clarice Lispector)
Sou como você me vê.
(...)Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante (...)
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar.(...)" Clarice Lispector

sábado, 3 de julho de 2010

Conchas do Maranhão...adorei!

Sempre me achei uma mulher pouco exigente em vários sentidos, o que acabou por fazer com que os que me cercam entendessem que se falhassem comigo eu não ligaria. Afinal quando se é vista como compreensivo é risco que se corre.
Acordei ano passado quando alguém de muito perto me disse:
-Resolvemos que não vamos comprar presentes pra você esse ano, em natal nem aniversário(que são perto 25, 30)
Ouvi sem perguntar ,ainda assimilava o que ouvira então completaram
-Vamos dar o dinheiro . Pois não sabemos o que te dar, nem o que dar a você.
Dai já parei de pensar,uma vez que dentro ,no centro das emoções tudo já se faziam em pedaços.
-Como assim?Não sabem?Vivem comigo e não sabem?Me dêem uma pedra da rua,um palito que seja que sendo voluntário e com amor, vou amar.Mas não me apareçam com uma nota se quer , que vou jogar em cima de vocês.Com dinheiros se compra coisas e pessoas,mas não se mostra afeto.Pode mudar de assunto que é ponto final.Sei que fui dura.Mas era a hora chave da minha vida.
Foi nesse dia que percebi que quem não se expressa é interpretado a mercê, segundo o bem querer dos outros.
Por isso a partir dai deixo claro como agua de beber : que adoro e valorizo demonstrações de afeto a minha pessoa,desde que verdadeiras.Dinheiro é solução sempre,mas não para afetos.
Foi assim que nessa tarde de quarta fui ao correio ver minha caixa postal,la tinha uma carta do meu querido amigo Du,já fiquei contente porque eu e ele sabemos o são nossas cartas uma para o outro.Mal me continha pra não abrir ali mesmo.Mas havia mais, me avisaram que chegara encomenda.Foi ai que minha alegria se multiplicou,pois era a linda caixa de correio vinda do Maranhão, a caixa já era uma delícia.Voltei pra casa como criança cm aquele pirulitão enorme de tão contente.Em casa me deliciei com a gentileza do Franck: conchas do Maranhão!Um livro lindo pra eu ler.
Sou uma mulher de gostos simples,fácil de ser agradada,desde que seja de verdade e com carinho.
Confesso que em casa não paro de olhar a toda hora a caixa,as conchas e o livro que já estou lendo.
Já onde pensam que não sabem o que me dar, infelizmente passei a saber pedir:uma jóia, um livro, uma roupa...
mas confesso
que preferia e
prefiro
ser
surpreendida sempre.
Porém
assumo é minha.
Isso já é bom
meio caminho
andado.
Valeu Franck...o livro prometido segue ....
Com alegria 
bjins entre sonhos e delírios

















Meu Livro Novo!Informações pelo email;catiaho@hotmail.com

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reciprocidade

Você que vai, foi ou está no consultório
médico. Você que ri e chora tendo vez
que chora mais do que pode sorrir tem
mais é que vencer a força do tempo que
age sobre todas as coisas e se possível
transformar o imutável.
Um minuto de felicidade deverá ser
transformado ou entendido como uma
vida inteira de alegria e, se acaso o
pranto lhe chegar aos olhos, entenda-o
como chuva de verão que vem, molha um
pouco, eu sei, mas não perdura. Vem,
tempera a terra e vai embora.
Este momento em que você, ansiosa,
espera pelo diagnóstico do seu médico
não é pior do que um vento que sopra a
sua saia, desalinha os seus cabelos, beija o
seu rosto e segue em frente.
Não admita a ideia do sofrimento
antecipado ou, mesmo que doa à beça, não
sofra porque o hoje, mais cedo ou mais
tarde ficará no esquecimento do passado.
Ria, portanto, sofra se não morrer, mas não
chore porque a vida é bela e o mal não faz
sentido.

silvioafonso.

2209010